Família e amigos de vítimas de assassinato em Águas Lindas exigem justiça

Família e amigos de vítimas de assassinato em Águas Lindas exigem justiça

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Foto: Reprodução / Facebook

Já se passaram dois dias do assassinato dos educadores Milena Barbosa Gama, 33 anos, e Antônio Vidal da Silva, em Águas Lindas, e a polícia goiana ainda não conseguiu informações sobre quem seria o culpado pela brutalidade, muito menos o paradeiro dele. Na 1ª Delegacia de Polícia da região, responsável pelo caso, não há novidades. A equipe de plantão informa apenas que é preciso aguardar. A reportagem tentou falar com o delegado do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), mas ele não atendeu às ligações. Os corpos das vítimas também não foram liberados pelo Instituto de Medicina Legal (IML). A família pede justiça e os alunos organizarão uma passeata em forma de protesto para a próxima quarta-feira.

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Enquanto isso, o sofrimento das famílias só aumenta. Ontem, diversas homenagens foram feitas nas redes sociais ao casal de professores da escola municipal Emília Ferreira Branco. A unidade de ensino fica a menos de 1km da casa onde Milena morava com as filhas e acabou sendo morta ao lado do amigo, com quem estaria tendo um relacionamento amoroso. Os dois foram surpreendidos na madrugada do último sábado, por volta de 2h, pelo criminoso. Foram mortos e tiveram os corpos carbonizados dentro do carro do irmão de Antônio, estacionado na garagem da residência. O autor deixou uma cena de horror e usou sangue das vítimas para escrever a palavra “traição” na parede da cozinha.

Para os familiares, o histórico de agressões e ameaças do relacionamento de Milena com o ex-marido pode ser uma pista da autoria do crime. Milena estava separada do antigo companheiro e pai das duas filhas, um policial militar do DF reformado, desde março deste ano, após sofrer violência doméstica. Em depoimento emocionado em uma rede social, a filha mais velha de Milena, de 15 anos, falou sobre a relação dos pais. “Minha mãe sempre passou por coisas horríveis dentro de casa e nunca, nunca ninguém ajudou ou tentou ouvi-la.” Apesar dos indícios, a polícia afirma que ainda não há suspeitos.

Fonte: Correio Braziliense

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