Eduardo Machado um ex-presidente golpista

Eduardo Machado um ex-presidente golpista

- em POLÍTICA
Foto: Divulgação

Após ser afastado do cargo da presidência do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Eduardo Machado tem feito de tudo para se manter no poder, mesmo com a decisão do colegiado, que julgou insustentável a sua permanência na presidência.

Na última quarta-feira, 31 de maio, Eduardo Machado de forma sorrateira e pensada invadiu a sede nacional do partido, localizada no Lago Sul, de Brasília, acompanhado de seus únicos apoiadores, o tesoureiro afastado Murilo Alves Oliveira, o presidente da Estadual PHS-GO Felipe Cortes, e o deputado federal de Minas Gerais Marcelo Aro, e uma ex-secretária da sede.

Neste mesmo dia estava marcada uma convenção com todos os filiados do partido, porém os mesmos foram impedidos de entrar na sede que foi invadida e cercada por brutamontes que não permitiram a entrada de ninguém à mando de Eduardo e sua corja, que pode ser caracterizada como quadrilha. Eles entraram na casa e trocaram as fechaduras.

Ainda dentro da casa, o presidente afastado promoveu o que podemos chamar de “arrastão”, colocaram em um veículo alugado vários documentos e computadores, e até objetos pessoais. Eduardo que ficou poucos minutos no prédio, antes de fugir invadiu a sala de reuniões e tirou uma foto onde dizia que estava sofrendo um “golpe”. Golpe é o que está fazendo com todo um colegiado nacional, pois ele cancelou todas as linhas telefônicas do partido, mudou a senha bancária da instituição e ainda tentou se passar por pessoas ligadas a Comissão.

A Polícia foi acionada e todos se evadiram do local, menos o ex-tesoureiro Murilo Oliveira, que foi preso e na delegacia redigiu um carta onde dizia que tudo foi feito à mando de Eduardo. Após isso, ele foi solto e Eduardo fugiu do local para evitar o flagrante. O veículo foi apreendido e passa por perícia da Polícia Civil de Brasília. O carro alugado, estava cheio de pastas de documento do partido que seriam retiradas da sede de forma ilegal para tentar atrapalhar as investigações.

Após a confusão, os filiados se reuniram na sala de reuniões do partido para deliberarem, inclusive sobre o afastamento de Eduardo, e a maioria esmagadora de 95% foram a favor. Participaram da deliberação todo Conselho de Ética e o Conselho Fiscal, além de 25 presidentes estaduais, 80% da bancada de deputados do partido, e do Conselho Gestor Nacional (CGN), que é órgão de deliberação superior ao quais os demais órgãos do PHS estão submetidos.

Juntos, decidirem pelo afastamento, já que conforme o Estatuto, quando um membro é investigado, ele imediatamente deve ser afastado de seu cargo até a apuração dos fatos.

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