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As obras de reforço de segurança prometidas após a fuga em massa de detentos no Rio Grande do Norte avançam em ritmo lento, com previsão de entrega apenas para 2027 em algumas unidades prisionais. O governo estadual atribuiu os atrasos a entraves contratuais e aos prazos legais exigidos pelos processos de licitação, segundo informações divulgadas recentemente.
A situação ganhou destaque após o episódio de fuga que expôs graves deficiências na infraestrutura do sistema prisional potiguar. As estruturas de reforço de segurança foram anunciadas como medida urgente para evitar novas ocorrências e garantir a integridade das unidades prisionais do estado.
Entraves burocráticos atrasam cronograma de melhorias
De acordo com o governo do Rio Grande do Norte, os atrasos nas obras decorrem principalmente de questões contratuais que precisaram ser resolvidas antes do início efetivo das intervenções. Adicionalmente, os prazos legais estabelecidos para os processos licitatórios têm impactado diretamente o cronograma inicial de execução das melhorias prometidas.
As estruturas de reforço de segurança incluem modernização de muros, instalação de sistemas de vigilância eletrônica e outras medidas destinadas a fortalecer o controle nas unidades prisionais. No entanto, a complexidade dos projetos e a necessidade de cumprir rigorosamente a legislação de compras públicas têm prolongado o início das obras em várias unidades.
Impactos da demora nas melhorias prisionais
Especialistas em segurança pública alertam que a demora na implementação das melhorias pode comprometer a segurança tanto dos detentos quanto dos agentes penitenciários. Enquanto isso, a população do estado permanece preocupada com a possibilidade de novos episódios de fuga em massa, semelhantes ao que motivou as promessas de investimento.
O sistema prisional do Rio Grande do Norte enfrenta desafios históricos relacionados à superlotação e à infraestrutura inadequada. As estruturas de reforço de segurança representam parte de um esforço mais amplo para modernizar as unidades e adequá-las aos padrões nacionais de custódia.
Contudo, críticos argumentam que o prazo estendido até 2027 para conclusão das obras em algumas unidades demonstra falta de priorização do tema pela gestão estadual. A demora também levanta questionamentos sobre o planejamento e a capacidade de execução de projetos considerados prioritários após situações de crise.
Perspectivas para o sistema prisional potiguar
Organizações de direitos humanos têm acompanhado de perto o andamento das promessas feitas pelo governo estadual. Esses grupos enfatizam a importância de que as melhorias sejam implementadas não apenas para prevenir fugas, mas também para garantir condições dignas de encarceramento conforme previsto na legislação brasileira.
Paralelamente, as autoridades estaduais afirmam estar empenhadas em acelerar os processos sempre que possível dentro dos limites legais. Apesar das dificuldades relatadas, o governo mantém o compromisso de concluir todas as intervenções necessárias nas unidades prisionais identificadas como prioritárias.
A comunidade de segurança pública no estado aguarda definições mais claras sobre os cronogramas específicos para cada unidade prisional. Até o momento, não foram divulgados detalhes completos sobre quais unidades receberão as estruturas de reforço de segurança primeiro e quais terão que aguardar até 2027.
O governo do Rio Grande do Norte deverá apresentar nos próximos meses um cronograma detalhado das obras com prazos específicos para cada unidade prisional. A expectativa é que novas licitações sejam concluídas ainda este ano, permitindo o início gradual das intervenções mais urgentes no sistema penitenciário estadual.
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