Listen to the article
As novas regras de segurança do PIX entram em vigor nesta segunda-feira, trazendo mudanças importantes para aumentar a proteção dos usuários contra fraudes e golpes financeiros. Segundo o Banco Central, as medidas fazem parte de um esforço contínuo para fortalecer o sistema de pagamentos instantâneos mais popular do Brasil.
As alterações incluem limites mais rígidos para transferências realizadas por meio de dispositivos não cadastrados e mecanismos adicionais de verificação de identidade. De acordo com a autoridade monetária, bancos e instituições financeiras terão 30 dias para implementar completamente todas as exigências estabelecidas pela nova regulamentação.
Principais mudanças nas regras de segurança do PIX
Entre as principais novidades, destaca-se a criação de um limite de R$ 200 por transação para transferências feitas a partir de dispositivos não previamente autorizados. Além disso, o valor máximo diário nessas situações será de R$ 1.000, conforme informou o Banco Central em comunicado oficial.
Outra medida importante é o aumento do tempo necessário para elevar limites de transferência em novos dispositivos. Os usuários que desejarem aumentar esses valores precisarão aguardar pelo menos 24 horas após solicitarem a mudança, permitindo que possam cancelar a operação caso identifiquem atividades suspeitas.
Proteção contra fraudes e golpes
As novas regras do PIX foram desenvolvidas em resposta ao crescimento de tentativas de fraude envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos. Segundo dados do Banco Central, o número de reclamações relacionadas a golpes com PIX aumentou significativamente nos últimos meses, justificando o reforço nas medidas de segurança.
Adicionalmente, as instituições financeiras serão obrigadas a implementar sistemas mais robustos de identificação de transações suspeitas. Isso inclui o uso de inteligência artificial e análise de comportamento para detectar padrões incomuns de uso que possam indicar fraude ou roubo de credenciais.
Impacto para usuários e instituições financeiras
Para a maioria dos usuários que realizam transferências via PIX em seus dispositivos habituais, as mudanças não deverão causar inconvenientes significativos. No entanto, aqueles que frequentemente utilizam novos aparelhos ou computadores diferentes precisarão se planejar com antecedência devido aos novos limites temporários.
As instituições financeiras, por sua vez, terão que investir em tecnologia e adequação de sistemas para cumprir as exigências regulatórias. Especialistas do setor bancário indicam que os custos dessa adaptação serão absorvidos pelas próprias instituições, sem repasse direto aos clientes.
Contexto do crescimento do PIX
Desde seu lançamento em novembro de 2020, o PIX se consolidou como o meio de pagamento preferido dos brasileiros, superando até mesmo cartões e transferências bancárias tradicionais. Segundo o Banco Central, o sistema já registra mais de 3 bilhões de transações mensais, movimentando valores superiores a R$ 1 trilhão.
Entretanto, o sucesso do sistema também atraiu a atenção de criminosos que desenvolveram diversos tipos de golpes específicos para o PIX. Isso inclui desde fraudes simples até esquemas sofisticados envolvendo engenharia social e invasão de dispositivos móveis.
O Banco Central informou que continuará monitorando a eficácia das novas regras de segurança do PIX e poderá implementar ajustes adicionais conforme necessário. A autoridade monetária não descartou a possibilidade de introduzir medidas complementares nos próximos meses, dependendo dos resultados observados e do feedback recebido de usuários e instituições financeiras.
Gostou do conteúdo?
Ajude o Águas Lindas News a aparecer mais para você: adicione como Fonte preferida no Google e siga a nossa publicação no Google Notícias.

