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A Organização Mundial da Saúde revelou que aproximadamente 40% dos casos de câncer registrados globalmente poderiam ser evitados através de mudanças no estilo de vida e medidas preventivas. O relatório divulgado pela OMS destaca que a prevenção do câncer deve se tornar uma prioridade nos sistemas de saúde em todo o mundo, incluindo o Brasil.
Segundo o documento, fatores de risco modificáveis como tabagismo, consumo de álcool, obesidade e sedentarismo estão diretamente relacionados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. A organização enfatiza que políticas públicas eficazes e conscientização da população podem reduzir significativamente a incidência da doença nas próximas décadas.
Principais fatores de risco para o câncer
De acordo com a OMS, o tabagismo continua sendo o principal fator de risco evitável, responsável por cerca de 25% de todas as mortes por câncer. O consumo de produtos derivados do tabaco está associado não apenas ao câncer de pulmão, mas também a tumores na boca, garganta, esôfago e bexiga.
Além disso, a obesidade e o sobrepeso representam fatores de risco crescentes em escala global. O relatório indica que o excesso de peso corporal está vinculado a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer, incluindo os de mama, cólon, reto e pâncreas.
O consumo excessivo de álcool também figura entre os principais vilões. A organização alerta que mesmo quantidades moderadas de bebidas alcoólicas podem aumentar o risco de desenvolver cânceres do sistema digestivo e da mama.
Medidas preventivas recomendadas
A OMS recomenda uma série de ações para a prevenção do câncer em nível individual e coletivo. Entre as principais orientações estão a adoção de uma dieta equilibrada rica em frutas, vegetais e grãos integrais, além da prática regular de atividades físicas.
No entanto, a proteção contra infecções também desempenha papel fundamental na prevenção. A vacinação contra o HPV e hepatite B pode prevenir cânceres de colo do útero e fígado, respectivamente, segundo especialistas da organização.
Adicionalmente, a redução da exposição à radiação ultravioleta e a poluentes ambientais contribui para diminuir os riscos de câncer de pele e pulmão. A OMS enfatiza que políticas ambientais rigorosas são essenciais para proteger a população desses fatores de risco.
Importância do diagnóstico precoce
Enquanto a prevenção primária evita o surgimento do câncer, o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura. A organização destaca que programas de rastreamento para cânceres de mama, colo do útero e colorretal são fundamentais para identificar a doença em estágios iniciais.
Entretanto, o acesso desigual aos serviços de saúde permanece um desafio global. Países de baixa e média renda enfrentam dificuldades para implementar programas abrangentes de prevenção e detecção precoce do câncer.
Panorama brasileiro
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer estima centenas de milhares de novos casos anualmente. As autoridades de saúde brasileiras têm intensificado campanhas de conscientização sobre fatores de risco modificáveis e a importância dos exames preventivos.
Em contraste com países desenvolvidos, o acesso universal aos programas de rastreamento ainda representa um desafio no sistema público de saúde brasileiro. Especialistas defendem maior investimento em infraestrutura e capacitação profissional para ampliar a cobertura desses serviços.
A OMS planeja divulgar novas diretrizes técnicas nos próximos meses para auxiliar governos na implementação de estratégias nacionais de prevenção do câncer. A expectativa é que essas orientações contribuam para reduzir a carga global da doença até 2030.
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