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O Brasil recuperou em novembro de 2024 a certificação de país livre do sarampo, segundo anúncio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A conquista representa um marco importante para a saúde pública brasileira, após o país ter perdido o status em 2019 devido à reintrodução da circulação do vírus do sarampo no território nacional.
A recertificação foi obtida graças aos esforços contínuos de vacinação e vigilância epidemiológica implementados pelas autoridades sanitárias brasileiras nos últimos anos. De acordo com especialistas, o reconhecimento internacional confirma que o Brasil conseguiu eliminar novamente a transmissão sustentada do vírus em seu território.
Fatores que levaram à reconquista do status de país livre do sarampo
A recuperação da certificação não se baseou apenas no aumento das coberturas vacinais contra o sarampo. Conforme explicou o especialista Kfouri, a recertificação trouxe mais segurança porque o reconhecimento foi conquistado através de múltiplas estratégias integradas de saúde pública.
A vigilância ativa desempenhou papel fundamental no processo de recertificação. As autoridades sanitárias intensificaram a busca de casos suspeitos em todo o país, realizando exames laboratoriais para investigação e obtendo resultados negativos de forma consistente.
Além disso, o sistema de vigilância epidemiológica brasileiro demonstrou capacidade de investigar continuamente possíveis casos. Segundo Kfouri, os dados mostram que o país não encontra circulação do vírus do sarampo, evidenciando a eficácia das medidas de controle implementadas.
O histórico da perda e recuperação da certificação
O Brasil havia conquistado originalmente o status de país livre do sarampo em 2016, tornando-se parte das Américas como região livre da doença. No entanto, a certificação foi perdida em 2019 quando surtos de sarampo voltaram a ocorrer em diferentes estados brasileiros.
A reintrodução do vírus estava relacionada principalmente à queda nas taxas de cobertura vacinal registrada no país. Fatores como desinformação sobre vacinas e dificuldades logísticas contribuíram para a redução do número de crianças imunizadas adequadamente.
Importância da vacinação contínua contra o sarampo
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continua sendo a principal ferramenta de prevenção. As autoridades sanitárias recomendam que as crianças recebam duas doses da vacina para garantir proteção adequada contra essas doenças.
Ademais, a manutenção de altas coberturas vacinais é essencial para preservar o status de país livre do sarampo. Especialistas alertam que a queda na imunização pode resultar novamente na perda da certificação internacional conquistada.
Desafios para manter a eliminação do vírus
Apesar da reconquista da certificação, o Brasil enfrenta desafios contínuos para manter o sarampo eliminado. A circulação do vírus em outros países representa risco constante de reintrodução através de casos importados.
Entretanto, o fortalecimento do sistema de vigilância epidemiológica permite identificação rápida de casos suspeitos. A capacidade de resposta das autoridades sanitárias será fundamental para evitar que casos isolados se transformem em surtos de sarampo no território nacional.
As autoridades de saúde devem continuar monitorando as taxas de cobertura vacinal em todos os estados brasileiros. O desafio será manter a certificação através de vigilância constante e campanhas de vacinação que garantam imunização adequada da população, especialmente entre crianças e grupos vulneráveis.
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