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Uma influenciadora digital brasileira revelou recentemente ter sido diagnosticada com linfoma associado a implantes mamários, condição rara conhecida como BIA-ALCL. O caso trouxe à tona discussões sobre os riscos relacionados às próteses de silicone e a importância do acompanhamento médico regular após cirurgias plásticas. A descoberta ocorreu após a paciente apresentar sintomas como inchaço e desconforto na região dos seios.
De acordo com especialistas, o linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários é um tipo raro de câncer do sistema imunológico que pode se desenvolver ao redor de próteses mamárias. A condição geralmente se manifesta anos após a colocação dos implantes, com sintomas que incluem aumento do volume da mama, dor e acúmulo de líquido ao redor da prótese.
Entenda o linfoma associado a implantes mamários
O BIA-ALCL não é um câncer de mama propriamente dito, mas sim um linfoma que afeta as células do sistema imunológico. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a incidência dessa condição é estimada entre um caso a cada 3.000 a 30.000 mulheres com implantes mamários. A doença está mais frequentemente relacionada a próteses com superfície texturizada do que às de superfície lisa.
Além disso, estudos internacionais indicam que o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento eficaz. Na maioria dos casos, a remoção completa dos implantes e da cápsula ao redor deles é suficiente para tratar a condição, especialmente quando detectada em estágios iniciais.
Sintomas e sinais de alerta
Os principais sinais de alerta incluem inchaço persistente ou súbito de uma das mamas, aparecimento de nódulos ou massas palpáveis e acúmulo anormal de líquido ao redor do implante. Esses sintomas podem surgir entre três e 14 anos após a colocação das próteses mamárias, conforme relatam especialistas da área.
No entanto, é importante ressaltar que nem todo desconforto ou alteração na região mamária indica a presença de linfoma. Mulheres com próteses de silicone devem realizar acompanhamento médico regular e exames de imagem periódicos para monitorar possíveis complicações.
Recomendações médicas e prevenção
Profissionais da saúde enfatizam que mulheres com implantes mamários devem estar atentas a qualquer mudança na aparência ou sensação das mamas. A realização de ultrassonografia e ressonância magnética conforme orientação médica é essencial para identificar alterações precocemente.
Adicionalmente, cirurgiões plásticos recomendam que pacientes mantenham registros detalhados sobre o tipo de prótese utilizada, incluindo marca, modelo e características da superfície. Essas informações facilitam o acompanhamento e possibilitam intervenções mais precisas caso necessário.
Tratamento e prognóstico
O tratamento do linfoma associado a próteses mamárias geralmente envolve a remoção cirúrgica completa dos implantes e do tecido capsular circundante. De acordo com oncologistas, quando diagnosticada precocemente, a taxa de cura supera 90% dos casos apenas com a cirurgia.
Em contraste, casos mais avançados podem requerer tratamentos adicionais como quimioterapia ou radioterapia. A extensão do tratamento depende do estágio da doença e da presença de células cancerígenas além da cápsula do implante.
Impacto na indústria de implantes
Entretanto, o aumento de casos relatados mundialmente levou agências reguladoras de diversos países a suspenderem ou restringirem o uso de determinados tipos de próteses texturizadas. No Brasil, a Anvisa mantém monitoramento constante sobre implantes mamários e recomenda que profissionais informem pacientes sobre todos os riscos potenciais.
As autoridades sanitárias continuam avaliando dados sobre a segurança de diferentes tipos de próteses mamárias. Novos protocolos de acompanhamento e diretrizes para cirurgiões plásticos devem ser divulgados nos próximos meses, conforme indicam fontes do setor regulatório.
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