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O Brasil consolidou sua posição como um dos maiores exportadores mundiais de miúdos de frango, com destaque para mercados asiáticos e africanos que consomem essas partes do frango de formas únicas e culturalmente significativas. As exportações brasileiras de miúdos de frango encontram destinos surpreendentes, onde produtos como pés e cabeças são transformados em iguarias populares e até mesmo vendidos como petiscos práticos em máquinas automáticas.
Segundo dados do setor avícola, o principal destino desses produtos é um país asiático onde os miúdos brasileiros ganharam espaço no mercado de snacks, sendo comercializados inclusive em máquinas de venda automática. A África do Sul representa o segundo maior mercado para as exportações brasileiras deste segmento, onde os miúdos são ingredientes essenciais de pratos tradicionais.
Miúdos de frango como iguaria internacional
A demanda internacional por miúdos de frango reflete diferenças culturais significativas nos hábitos alimentares ao redor do mundo. Enquanto no Brasil essas partes têm mercado mais restrito, países asiáticos e africanos as consideram produtos de alto valor gastronômico e nutricional. Essa divergência cultural transformou o que seria descarte em oportunidade comercial lucrativa para a indústria avícola brasileira.
No mercado asiático, os pés de frango são especialmente valorizados como petisco rico em colágeno e apreciado por seu sabor característico. A praticidade de encontrar esses produtos até mesmo em máquinas automáticas demonstra o nível de popularização que as exportações brasileiras alcançaram naquele mercado. Além disso, a qualidade sanitária e a competitividade de preços contribuem para a preferência pelos produtos brasileiros.
África do Sul e o prato “walkie-talkie”
Na África do Sul, os miúdos brasileiros conquistaram posição de destaque através do prato conhecido como “walkie-talkie”, uma preparação tradicional que combina cabeça e pés de frango. Esse nome popular faz referência justamente às partes utilizadas: a cabeça que “fala” e os pés que “caminham”. O prato representa uma solução alimentar acessível e nutritiva para milhões de sul-africanos.
De acordo com especialistas do setor, a África do Sul absorve volumes significativos de miúdos de frango brasileiros mensalmente, consolidando-se como parceiro comercial estratégico. A relação comercial beneficia ambos os lados, oferecendo ao Brasil escoamento de produtos com menor demanda interna e proporcionando aos consumidores sul-africanos acesso a proteína animal de qualidade a preços competitivos.
Impacto econômico das exportações de miúdos
As exportações de miúdos de frango representam importante fonte de receita complementar para a indústria avícola brasileira. Ao transformar partes tradicionalmente menos valorizadas no mercado doméstico em commodities de exportação, os frigoríficos maximizam o aproveitamento das aves e melhoram sua rentabilidade geral. Consequentemente, essa dinâmica contribui para a competitividade do setor avícola nacional.
Além disso, a diversificação de mercados para diferentes partes do frango reduz a dependência de poucos destinos exportadores e aumenta a resiliência do setor frente a oscilações internacionais. Os miúdos complementam as exportações de cortes nobres, permitindo que a indústria brasileira atenda simultaneamente a diferentes perfis de consumidores globais.
A manutenção desses mercados dependerá da capacidade brasileira de continuar atendendo aos rigorosos padrões sanitários internacionais e de acompanhar eventuais mudanças nas preferências dos consumidores. O setor avícola brasileiro segue atento às oportunidades de expansão em novos mercados e à consolidação das parcerias comerciais já estabelecidas com países asiáticos e africanos.
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