Listen to the article
Aproximadamente 2,9 mil homens tiveram o pênis amputado em decorrência de câncer no Brasil entre 2018 e 2023, segundo dados do sistema de saúde pública. A amputação de pênis representa uma das consequências mais graves do câncer peniano, doença que afeta principalmente homens em situação de vulnerabilidade social e com dificuldade de acesso aos serviços de saúde.
Os números revelam uma média de cerca de 580 amputações por ano no país, procedimento conhecido tecnicamente como penectomia. Segundo informações do Ministério da Saúde, a maioria dos casos poderia ser evitada com diagnóstico precoce e medidas preventivas adequadas.
Fatores de risco para amputação de pênis
O câncer de pênis está diretamente relacionado à falta de higiene íntima adequada e à ausência de circuncisão em pacientes com fimose. Além disso, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) representa um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
Especialistas apontam que a baixa escolaridade e o desconhecimento sobre cuidados básicos de saúde contribuem significativamente para o avanço da doença. A demora na busca por atendimento médico, muitas vezes por constrangimento ou medo, agrava o quadro clínico e aumenta a necessidade de procedimentos mais invasivos.
Distribuição regional dos casos
As regiões Norte e Nordeste concentram o maior número de casos de câncer peniano no Brasil. De acordo com estudos epidemiológicos, fatores socioeconômicos e menor acesso a serviços de saúde especializada nessas áreas explicam parcialmente essa distribuição.
No entanto, a doença não se restringe a uma única região. Casos de amputação de pênis são registrados em todo o território nacional, embora com incidência variável conforme as condições locais de saúde pública e educação sanitária.
Prevenção e diagnóstico precoce
A prevenção do câncer de pênis envolve medidas simples, mas essenciais. A higiene adequada da região genital, especialmente em homens não circuncidados, reduz drasticamente o risco de desenvolvimento da doença.
Adicionalmente, a vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos de 11 a 14 anos, representa importante ferramenta preventiva. A imunização protege contra os principais tipos do vírus associados ao câncer peniano e outras doenças relacionadas.
O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento conservador, sem necessidade de amputação. Médicos alertam que qualquer ferida, mancha ou alteração persistente no pênis deve ser avaliada imediatamente por um profissional de saúde.
Impacto na qualidade de vida
A amputação de pênis causa impactos físicos, psicológicos e sociais profundos nos pacientes. Além das consequências funcionais, relacionadas à micção e à atividade sexual, os homens enfrentam sequelas emocionais significativas que exigem acompanhamento multidisciplinar.
Em contraste com outros tipos de câncer que recebem ampla atenção midiática, o câncer peniano permanece cercado de tabu. Essa invisibilidade dificulta campanhas de conscientização e perpetua o ciclo de diagnósticos tardios.
Campanhas de conscientização necessárias
Profissionais de saúde defendem a ampliação de campanhas educativas direcionadas à população masculina. Segundo especialistas, é fundamental quebrar o silêncio em torno da doença e incentivar a busca precoce por atendimento médico.
O Ministério da Saúde tem reforçado orientações sobre prevenção em unidades básicas de saúde, embora muitos especialistas considerem as ações ainda insuficientes. A expectativa é que novas estratégias de comunicação alcancem públicos mais vulneráveis nos próximos anos, reduzindo gradualmente os índices de amputações relacionadas ao câncer peniano no país.
Gostou do conteúdo?
Ajude o Águas Lindas News a aparecer mais para você: adicione como Fonte preferida no Google e siga a nossa publicação no Google Notícias.

