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O debate sobre lavar ou não lavar o frango cru antes de cozinhar tem gerado discussões acaloradas nas redes sociais, dividindo opiniões entre quem segue orientações sanitárias oficiais e quem mantém tradições culinárias familiares. No mundo ocidental, autoridades de saúde pública desaconselham fortemente a lavagem de frango cru, argumentando que a prática pode espalhar bactérias perigosas pela cozinha.
As principais agências de segurança alimentar, incluindo órgãos de saúde brasileiros e internacionais, alertam que lavar frango cru aumenta o risco de contaminação cruzada. A água utilizada na lavagem pode espalhar microrganismos como Salmonella e Campylobacter para pias, bancadas, utensílios e outros alimentos próximos.
Por que especialistas desaconselham lavar o frango
De acordo com estudos científicos, a água não elimina bactérias presentes na superfície da carne de frango. Pelo contrário, o jato de água cria respingos que podem contaminar uma área de até um metro ao redor da pia. Esses microrganismos invisíveis representam sérios riscos à saúde, podendo causar infecções gastrointestinais graves.
Além disso, especialistas em segurança alimentar enfatizam que o cozimento adequado é o único método eficaz para eliminar bactérias nocivas. Quando o frango atinge a temperatura interna de 74°C, todos os patógenos são destruídos, tornando a lavagem prévia desnecessária do ponto de vista sanitário.
A tradição cultural da lavagem do frango
No entanto, para muitas famílias brasileiras e de outras culturas, lavar o frango cru é uma prática profundamente enraizada. Essa tradição está frequentemente associada a conceitos de limpeza, higiene e cuidado na preparação dos alimentos. Muitos cozinheiros relatam que aprenderam o hábito com pais e avós, considerando-o essencial para remover resíduos e odores.
Adicionalmente, em algumas culturas, a lavagem do frango faz parte de rituais culinários que vão além da segurança alimentar, envolvendo temperos, marinadas e técnicas específicas de preparo. Essa dimensão cultural torna o debate mais complexo do que uma simples questão científica.
O que dizem os órgãos de saúde sobre higiene do frango cru
As recomendações oficiais são consistentes em diversos países. Segundo autoridades sanitárias, a melhor prática é retirar o frango da embalagem diretamente sobre a superfície de preparo, evitando contato com água corrente. Posteriormente, todas as superfícies que entraram em contato com a carne crua devem ser higienizadas com água quente e sabão.
Além disso, é fundamental lavar as mãos imediatamente após manusear frango cru e antes de tocar em qualquer outro alimento ou utensílio. Essa medida simples reduz significativamente o risco de contaminação cruzada na cozinha.
Alternativas seguras para quem deseja limpar o frango
Para aqueles que ainda se sentem desconfortáveis sem lavar o frango, especialistas sugerem alternativas mais seguras. Uma opção é secar a superfície da carne com papel toalha descartável, removendo possíveis resíduos sem criar respingos. Essa técnica minimiza riscos enquanto atende à necessidade psicológica de limpeza.
Entretanto, a orientação permanece: confiar no cozimento adequado como única garantia de segurança alimentar. Investir em termômetros culinários pode ajudar a assegurar que o frango alcance a temperatura interna necessária para eliminar todos os patógenos.
Enquanto o debate continua nas redes sociais, especialistas esperam que campanhas educativas ajudem a esclarecer os riscos da lavagem de frango cru. A conciliação entre tradições culturais e práticas seguras de manipulação de alimentos permanece um desafio para profissionais de saúde pública.
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