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O chefe do Instagram, Adam Mosseri, prestou depoimento nesta quarta-feira (11) sobre questões relacionadas ao design viciante do aplicativo. A audiência faz parte de um julgamento que investiga se as práticas de desenvolvimento das redes sociais da Meta são prejudiciais à saúde mental dos usuários, especialmente jovens e adolescentes.
O depoimento ocorreu em tribunal nos Estados Unidos e marca um momento crucial no processo judicial que examina a responsabilidade da empresa controlada por Mark Zuckerberg. Segundo informações divulgadas, Mosseri foi questionado sobre os mecanismos de design do Instagram que podem incentivar o uso excessivo da plataforma.
Investigação sobre design viciante do Instagram
O processo judicial coloca em foco se o design viciante do Instagram foi deliberadamente criado para maximizar o tempo de permanência dos usuários na plataforma. Autoridades e pesquisadores têm alertado sobre os riscos associados ao uso prolongado de redes sociais, incluindo ansiedade, depressão e problemas de autoestima entre jovens.
Durante o depoimento, Mosseri teria sido confrontado com evidências internas da Meta sobre estudos relacionados aos efeitos do aplicativo na saúde mental. No entanto, os detalhes específicos das respostas fornecidas pelo executivo ainda não foram totalmente divulgados ao público.
Contexto das preocupações com redes sociais
A preocupação com os impactos das redes sociais na saúde mental ganhou força nos últimos anos. Diversos estudos acadêmicos apontam para uma correlação entre o uso intensivo de plataformas como o Instagram e o aumento de problemas psicológicos em adolescentes.
Adicionalmente, documentos internos vazados da Meta em 2021 revelaram que a própria empresa tinha conhecimento dos efeitos negativos do Instagram sobre usuários jovens. Esses documentos alimentaram críticas e levaram a investigações regulatórias em diferentes países.
Responsabilidade das big techs em debate
O julgamento representa um teste importante para a responsabilização das grandes empresas de tecnologia. Legisladores e grupos de defesa dos consumidores argumentam que as plataformas devem ser responsabilizadas por danos causados por seus produtos.
Enquanto isso, a Meta tem defendido suas práticas afirmando que investe em recursos de segurança e bem-estar para usuários. A empresa também alega que implementou ferramentas de controle parental e limites de tempo de uso para proteger adolescentes.
In contrast, críticos argumentam que essas medidas são insuficientes e que o modelo de negócio baseado em engajamento continua priorizando lucros sobre a saúde dos usuários. A discussão sobre regulamentação mais rígida das redes sociais se intensifica em diversos países.
Impactos potenciais do processo
Caso o tribunal determine que o design viciante do Instagram causou danos comprovados aos usuários, a Meta pode enfrentar penalidades financeiras significativas. Além disso, um precedente legal poderia abrir caminho para ações similares contra outras plataformas de mídia social.
A decisão também pode influenciar a elaboração de novas legislações sobre proteção de menores no ambiente digital. Vários países já estudam propostas para limitar recursos considerados viciantes em aplicativos destinados a jovens.
O desfecho do julgamento ainda não tem previsão definida, e novas audiências devem ser agendadas nas próximas semanas. Especialistas aguardam para ver se o tribunal solicitará mais documentos internos da Meta ou convocará outros executivos da empresa para depor sobre as práticas de desenvolvimento do Instagram.
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