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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia será apresentado na próxima reunião de chefes de Estado do bloco sul-americano. De acordo com declarações recentes, há expectativa de que o tratado receba aprovação rápida pelos líderes dos países membros, avançando para as etapas seguintes de ratificação.
A declaração sobre o acordo Mercosul-UE ocorre após décadas de negociações entre os blocos econômicos. O encontro de líderes do Mercosul deve acontecer nas próximas semanas, quando o texto final do acordo será formalmente submetido à análise dos presidentes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Expectativas para a aprovação do acordo comercial
Segundo autoridades governamentais, existe otimismo quanto à receptividade do acordo entre os países do Mercosul. A previsão de rápida aprovação reflete o interesse dos membros do bloco em ampliar o acesso ao mercado europeu, que representa uma das maiores economias globais. Entretanto, o processo de ratificação ainda precisará passar pelos parlamentos nacionais e pelo Parlamento Europeu.
O acordo Mercosul-UE estabelece condições para a redução de tarifas comerciais entre as duas regiões, abrangendo setores como agricultura, indústria e serviços. Estima-se que o tratado possa beneficiar especialmente exportadores brasileiros de commodities agrícolas, enquanto permitiria maior entrada de produtos industrializados europeus na América do Sul.
Obstáculos e resistências ao tratado
Apesar do otimismo manifestado pelas autoridades brasileiras, o acordo enfrenta resistência significativa em alguns países europeus. A França tem sido particularmente vocal em suas críticas, com setores agrícolas franceses expressando preocupação sobre a competitividade dos produtos sul-americanos. Adicionalmente, questões ambientais relacionadas ao desmatamento na Amazônia continuam sendo pontos de tensão nas discussões.
Organizações ambientalistas europeias também têm questionado a compatibilidade do acordo com as metas climáticas do continente. Esses grupos argumentam que o tratado poderia incentivar práticas agrícolas insustentáveis na região do Mercosul. No entanto, defensores do acordo sustentam que ele inclui cláusulas de sustentabilidade e compromissos ambientais.
Próximas etapas do processo de ratificação
Caso aprovado na reunião de líderes do Mercosul, o acordo comercial seguirá para os processos legislativos internos de cada país. Na União Europeia, o tratado necessitará do aval do Parlamento Europeu e, dependendo de sua classificação, também dos parlamentos nacionais dos 27 estados membros. Esse procedimento pode levar meses ou até anos para ser concluído.
Especialistas em comércio internacional apontam que a etapa de ratificação pode ser mais desafiadora que as próprias negociações do texto. As divisões políticas dentro da Europa, particularmente sobre temas agrícolas e ambientais, representam incertezas significativas para a entrada em vigor do acordo. Mesmo assim, autoridades brasileiras mantêm expectativas positivas sobre o avanço do processo.
Impactos econômicos esperados
Análises econômicas sugerem que o acordo Mercosul-UE poderia aumentar significativamente o fluxo comercial entre as regiões. Para o Brasil, especialmente, o tratado representa oportunidade de diversificação de mercados e redução da dependência de parceiros comerciais asiáticos. Simultaneamente, empresas europeias ganhariam acesso facilitado a um mercado consumidor de cerca de 260 milhões de pessoas no Mercosul.
A próxima reunião de líderes do Mercosul definirá o cronograma oficial para submissão do acordo aos processos de ratificação. As autoridades ainda não confirmaram a data exata do encontro, mas fontes governamentais indicam que ele deve ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano.
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