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O debate sobre a melhor forma de higienizar as mãos em banheiros públicos ganhou novo fôlego com estudos recentes que comparam a eficácia dos secadores de mãos elétricos e dos lenços de papel na prevenção da disseminação de germes. Especialistas em saúde pública apontam que a escolha entre secadores de mãos e papel toalha pode ter impacto direto na transmissão de bactérias e vírus em ambientes compartilhados.
Pesquisas científicas indicam que os lenços de papel demonstram vantagens significativas quando o assunto é controle de contaminação. De acordo com estudos publicados em periódicos de microbiologia, o papel toalha remove fisicamente os micro-organismos das mãos durante o processo de secagem, enquanto os secadores elétricos podem dispersar partículas no ar.
Como os secadores de mãos podem espalhar germes
Investigações realizadas em hospitais e universidades revelam que os secadores de ar quente têm potencial para espalhar bactérias a distâncias de até três metros. O jato de ar de alta velocidade pode lançar gotículas contaminadas no ambiente, atingindo superfícies, roupas e outras pessoas presentes no banheiro.
Além disso, estudos microbiológicos demonstram que os secadores elétricos podem sugar ar do ambiente do banheiro, incluindo partículas provenientes de descargas de vasos sanitários. Essas partículas são então direcionadas diretamente para as mãos que estão sendo secas, potencialmente recontaminando-as após a lavagem.
Vantagens dos lenços de papel contra germes
Em contrapartida, o uso de lenços de papel apresenta benefícios claros em termos de higiene. A secagem por fricção remove mecanicamente até 77% das bactérias residuais que permanecem após a lavagem, segundo pesquisadores da área de saúde pública.
Adicionalmente, os lenços de papel permitem que os usuários evitem tocar em superfícies contaminadas ao sair do banheiro. Muitas pessoas utilizam a toalha de papel para abrir a porta, criando uma barreira física entre as mãos limpas e as maçanetas frequentemente contaminadas.
Impacto ambiental versus segurança sanitária
No entanto, o debate sobre secadores de mãos versus papel toalha também envolve questões ambientais. Os fabricantes de secadores elétricos argumentam que seus produtos geram menos resíduos e têm menor pegada de carbono ao longo do tempo, quando comparados ao consumo contínuo de papel.
Entretanto, especialistas em controle de infecções enfatizam que em ambientes de alto risco, como hospitais e clínicas, a prioridade deve ser a segurança sanitária. A Organização Mundial da Saúde recomenda o uso de toalhas descartáveis em estabelecimentos de saúde para minimizar a transmissão de patógenos.
Recomendações para banheiros públicos
Para ambientes corporativos e comerciais, as diretrizes sugerem uma avaliação caso a caso. Locais com grande circulação de pessoas, especialmente durante períodos de surtos de doenças respiratórias, podem se beneficiar da instalação de dispensadores de papel toalha em vez de secadores elétricos.
Além da escolha do método de secagem, os especialistas ressaltam que a lavagem adequada das mãos permanece como fator mais importante. A técnica correta, com duração mínima de 20 segundos e uso de sabão, é fundamental independentemente do método de secagem escolhido.
Autoridades sanitárias continuam monitorando evidências científicas sobre o tema, mas ainda não estabeleceram regulamentações específicas obrigatórias para a maioria dos estabelecimentos comerciais. A decisão final sobre qual método adotar permanece, por enquanto, a critério de cada gestor de estabelecimento, baseada em suas prioridades entre sustentabilidade e controle de infecções.
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